Aminoácidos na Nutrição Equina – Por Prof. André Cintra

 

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Aminoácidos na Nutrição Eqüina

A performance do cavalo, qualquer que seja sua categoria, crescimento, reprodução ou esporte, deve ser baseada em um tripé: Genética x Treinamento e Manejo x Alimentação.

Uma boa nutrição deve ser baseada nas reais necessidades do animal, e não naquelas que achamos que o animal necessita.       

Os “achismos” , “suposições” ou simples cópia do que o vizinho faz, podem ser tão ou mais prejudiciais que a não oferta dos nutrientes adequados ao animal.

Aqui vale um outro alerta: Este prejuízo pode ser muito evidenciado no nosso bolso, pois muitos produtos são extremamente caros e nem sempre eficazes ao nosso animal.

É claro que a imensa maioria de suplementos existentes, desde que oriundo de empresas idôneas, tem sua eficácia.

Mas o ponto principal é: O produto em questão é eficaz e necessário ao meu animal?

O que quero ressaltar é a individualidade de cada animal. Isto é, as necessidades de cada animal são inerentes a ele, devendo ser avaliadas de acordo com as características de raça, digestibilidade individual, temperamento, condições ambientais em que o animal vive e, claro, dependendo do tipo de esforço físico a que ele está submetido.

Esta regra vale para todos os tipos de suplementos, mas, especificamente aqui, quero ressaltar a devida importância dos aminoácidos.

Aminoácidos são a base de todas as proteínas. Quando se fala em necessidades protéicas falamos realmente de necessidades em aminoácidos.

Todas as proteínas são constituídas por 20 aminoácidos. O que muda é a seqüência e a quantidade de aminoácidos.

Existem dois tipos de aminoácidos: os Essenciais e os não Essenciais.

Os aminoácidos essenciais são aqueles que o organismo do animal não consegue sintetizar, sendo obtido somente através da alimentação. São eles: Lisina, Metionina, Triptofano, Histidina, Fenilalanina, Leucina, Isoleucina, Treonina, Valina e Arginina. O simples fato de um aminoácido ser denominado Essencial, não significa que se deve buscar suplementar artificialmente todos os animais. Através do uso de dieta equilibrada, oriunda de matérias primas nobres, em quantidades adequadas, o animal terá disponível toda a gama de aminoácidos necessários para o funcionamento de seu organismo.

Aminoácidos não essenciais são aqueles que o animal consegue disponibilizar ao organismo através da alimentação, tais como Ácido Aspártico, Ácido Glutâmico, Alanina, Arginina, Cisteína, Glicina, Glutamina, Histidina, Prolina, Serina, Tirosina, Taurina.

Em condições normais, para um cavalo em manutenção, uma dieta equilibrada, com forragem fresca ou feno de boa qualidade, é suficiente para suprir as necessidades do animal.

Entretanto, ao se submeter este animal a condições que exijam uma melhora em sua dieta, torna-se necessário uma suplementação adequada para que estes aminoácidos não faltem ao organismo do animal.

Esta suplementação pode ser através de um concentrado (ração de boa qualidade) ou ainda através da adição de suplementos nutricionais específicos.

Está muito em voga hoje a utilização de suplementos a base de creatina, estudam-se outros a base de carnitina, glutamina, bcaa (branched chain amino acid – aminoácidos de cadeia ramificada), entre outros, todos atuando diretamente na melhoria de disponibilidade de energia para o animal.

Comprovações definitivas de sua eficácia, ainda não podem ser evidenciadas.

Há controvérsia se a utilização destes suplementos são realmente eficazes na melhora do desempenho atlética ou mesmo desenvolvimentar do animal.

Entretanto, o que temos observado, é que alguns animais respondem positivamente ao uso destes suplementos e outros nem tanto.

Cabe aqui ressaltar que esta diferença, pelos motivos já citados, podem ser devida às individualidades de cada animal, a fatores inerentes a ele, ao meio ambiente e à interação entre o animal e o meio ambiente.

Portanto, para o uso prático destes suplementos, não se deixe levar apenas pela propaganda, muita vezes enganosa, de promessa disso ou daquilo.

Consulte um técnico especializado, muitas vezes sai mais barato que o uso indiscriminado destes suplementos.

Teste o produto em seu animal por 45 a 60 dias. Se houver resposta positiva, é uma evidência da necessidade de seu animal àquele suplemento. Caso tenha dúvidas de melhora no desempenho, provavelmente seu animal não necessita de tal suplementação.

Na dúvida, não prejudique.

 

 

André Galvão Cintra

MV, Prof. Esp.

Presidente Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Bretão

andre@vongold.com.br

http://www.vongold.com.br

 

 

 

 

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