II GRANDE ENTREVISTA a Francisco Cancella de Abreu

FCA

 Por Rodrigo Coelho de Almeida

 Dentro do mundo do cavalo Lusitano, nomeadamente entre as raças congéneres que se propõe à produção de cavalos de sela para o mercado, há que procurar ser assertivo no direccionamento e posicionamento de uma raça que pertence à Humanidade. Nesse propósito e atendendo a que cada “guinada” nos destinos da raça, deve ser pensada e reflectida por todos, uma vez que em termos comparativos, a condução de uma raça se assemelha à condução de um barco de grande envergadura, pela lentidão que importa qualquer mudança de direcção, e pela forma como os seus consequentes efeitos implicam no destino proposto. Há que estar consciente que em biologia, para o bem ou para o mal, os efeitos do trabalho de selecção e melhoramento, perduraram no tempo por via da transmissibilidade entre gerações.

 Contudo, prudência não pode significar imobilismo, e aqui há que assumir o papel que se impõe a cada um de nós, enquanto membros de uma sociedade global, que é o da participação!

 No âmbito do voluntarismo e participação anti-dogmática que referi, pedi ao Francisco Cancella de Abreu que desse o seu contributo por via das respostas às questões colocadas, e como é habitual as suas respostas surgiram prontas, e da forma que podem ler na entrevista abaixo exposta.

 

RCA – Quais considera os factores de diferenciação do Puro-Sangue Lusitano, face às outras raças de cavalos de sela?

 FCA – Face às outras raças o Lusitano apresenta-se como um atleta inferior, mas de superior facilidade para se deixar montar, com invejável atitude mental. O warmblood tem que juntar talento à capacidade atlética, e o Lusitano capacidade atlética ao talento, o que é mais fácil.

 Acabou ontem o Fórum Internacional do Lusitano na Dressage, que reforçou unanimemente esta ideia deixando ainda recomendações para a criação e treino.

 

RCA – Tendo como pano de fundo a apetência morfo-funcional da raça, vê como vantajoso um afunilamento da criação, para o objectivo da dressage?

 FCA – Aplicando os critérios exigentíssimos para obter um bom cavalo de dressage (temos já múltiplos exemplos), melhoramos a capacidade atlética e a consequente qualidade e correcção dos andamentos na maioria dos produtos. Ou seja, estamos a produzir um cavalo onde se potenciam as qualidades raciais pelo acréscimo da força física. No fundo um animal cujo valor de mercado crescerá na direcção dos altíssimos preços praticados no warmblood.

A título de exemplo, veja-se as ofertas milionárias que teve já um Spartacus. Representam os mesmos valores de um warmblood de qualidade. É nessa direcção que proponho a evolução da raça, conseguir fazer vários Spartacus por ano, e subir o nível médio geral, para que a actividade de criador não seja desesperantemente ruinosa.

Claro que numa peara há sempre animais que não atingem o nível mais alto, ou o porte desejado, embora tenham substancialmente mais força, podendo ser superiores nas modalidades tradicionais, por estarem solidamente acima da média nacional.

Este fim-de-semana senti que a questão que agora apoquenta os mais pessimistas, reforçada pelo atipissismo das poldras da Herdade das Figueiras que apresentámos neste Fórum, é a perda de caracteres raciais.

Para os assegurar estão convidados a assistir às primeiras provas de dressage de 2010, onde aparecerão mais 2 animais de 4 anos de altíssima qualidade e aptidão, e neste caso absolutamente típicos. Não há qualquer risco da perda do tipo convexilineo, apenas casualmente, e como sempre aconteceu, uns saem mais raciais, outros menos, o que não impede estas poldras de serem mães de poldros absolutamente típicos. Aliás como já acontece com um filho claramente sub convexo, da poldra de 4 anos. Mistérios da genética!

 

RCA – O objectivo de criar cavalos de Grande Prémio, para aqueles que assumem a dressage como o seu objectivo de criação, deve constituir uma finalidade ou uma consequência, atendendo a que o mercado da procura é maioritariamente constituído por cavaleiros cujo nível ronda o médio/baixo (objectivo lazer de fim de semana)?

 FCA – O objectivo da criação só pode ser um, o máximo possível, pois se nos contentarmos em misturar ingredientes médios ou baixos, contrariando as leis da natureza, só uma pequena parte dos produtos poderá chegar ao nível médio, mas os outros serão tristemente inferiores, apenas próprios para passeio, ou fazer mortadelas com valores de mercado ridículos (temos milhares de exemplos destes)

Esta situação está infelizmente eternizada em muitas coudelarias portuguesas. Hoje já não é possível ter uma fábrica de Fiats 500, e sonhar em vendê-los a preço de Ferrari.

Os compradores dispostos a pagar preços altos, ou têm conhecimentos, ou vêm assessorados por profissionais. O tempo da compra a granel já acabou.

Proponho fazer a curto prazo, dezenas de cavalos, que após correcta preparação, possam valer mais de 100.000€, usando as técnicas mais eficazes – nenhuma delas de minha invenção.

Talvez brevemente, e com o recurso a técnicas modernas, seja possível criar apenas cavalos de Grande Prémio, creio contudo que esse é o objectivo mais inteligente. Em princípio só se deveriam usar reprodutores testados a esse nível.

Como foi referido nem todos os descendentes estarão ao máximo nível, mas sendo correctos e atletas, há níveis inferiores de competição onde podem ser competentes, também com excelente valor no mercado.

Convém saber que, quanto mais baixo o nível melhores têm que ser os andamentos, tendo como extremo oposto ao GP, as provas de cavalos novos FEI.

 

RCA – Quais as qualidades morfológicas e anímicas que lhe garantem que está perante um animal de qualidade superior? É possível recolher evidências desta qualidade aos três/quatro anos, atendendo a que, e no caso da dressage, são inúmeros os casos de grandes promessas que nunca chegam a Grande Prémio?

FCA – Estou a reunir dados para tentar conseguir obter informações fiáveis a partir da desmama. Creio que dentro de dois anos serão publicáveis, embora não tenham valor científico por serem de um pequeno efectivo.

Esta seria uma das mais nobres missões de uma FAR ou uma APSL. Constituiriam outra grande ajuda para os criadores.

Os estudos feitos em França com o equimetrix (sistema computadorizado que avalia a impulsão, no caso Francês, adaptado ao salto) tem ajudado os criadores a tomar decisões de venda precoces, porque os valores fiáveis revelados pelo dispositivo, limitam determinado cavalo à pequena competição.

Imagine-se o dinheiro e desilusões que poupa!

Quanto a qualidades anímicas, os Lusitanos têm as necessárias, contudo, os inteiros têm tendência para serem excessivamente quentes e “animosos”, o que dificulta ou até inviabiliza a sua utilização em prova antes de atingirem a maturidade.

Cada vez mais gente está convencida que a castração é a “friendly solution”, e que não é preciso que cada égua tenha um marido como se tem promovido.

 A morfologia é alindada mas muito fraca, no entanto uma grande parte dos cavalos colapsa irremediavelmente com peso do cavaleiro, isso obviamente só se pode saber a partir do momento em que leva o peso em cima.

 No entanto na parte de locomoção dos poldros à solta, temos indícios de força facilmente reconhecíveis e que podem prever os casos de incapacidade ou colapso, tais como: o tipo de trajectória dos curvilhoes e das soldras; a verticalidade do aprumo dos posteriores (sem torção) na volta; o modo de pisar e a actividade dos posteriores, que permitem uma regularidade ampla dos 3 andamentos; a impulsão do trote e do galope (distância ao solo da fase aérea); a direcção e sustentação do movimento. Tudo isto qualidades que olhos educados detectam rápidamente. No salto em liberdade, uma boa técnica de dorso e posteriores, também garante uma melhor capacidade de carga futura.

 

RCA – Que futuro perspectiva para a equitação tradicional, atendendo a que a grande maioria dos criadores e utilizadores se encontram “focados” na dressage?

 FCA – A equitação tradicional terá máquinas mais potentes à disposição, e pode optar pelos de primeira qualidade de maior porte, ou pelos que ficaram mais pequenos, mas em nada piores, e claramente mais adequados aos percursos da modalidade.

O que a equitação tradicional tem obrigatoriamente de fazer, é melhorar a técnica de trabalho dos cavalos, tornando-se mais respeitadora das etapas fundamentais da escala de treino. E não contentar-se em reduzir pelo freio, as já fracas possibilidades atléticas dos cavalos. A má técnica condena ao insucesso, em cada ano que passa, centenas de cavalos com potencial.

 

RCA – Considera que um cavalo de toureio deve ser avaliado para reprodutor, segundo os mesmos critérios que a restante população?

 FCA – Os cavalos de toureio têm que ser avaliados pelas performances, dentro da sua modalidade como é óbvio. A questão para mim é simples, entre 2 bons cavalos de toureio, deitaria às éguas o que tivesse andamentos mais correctos. Quem quiser complicar, deve utilizar a pontuação oficial como critério.

 

RCA – No panorama das linhas genéticas existentes e da informação oficial, acha que o criador médio e iniciado, sem a ajuda de um profissional habilitado, tem facilidade em dar um contributo positivo ao aperfeiçoamento zootécnico e sanitário da raça?

 FCA – Na sequência do que respondi acima, a pontuação oficial e a chuva de medalhas, servem para vender mais caro os cavalos e ponto final.

Não são de modo nenhum informações sobre a qualidade, ficando-se pelas belezas do tipo desejado,  e assim contribuindo definitivamente para a confusão e falta de transparência, que passado tantos anos creio já ser propositada, para alguns obterem inconfessáveis dividendos.

Portanto quem não tiver outra alternativa de avaliação, demorará com sorte 35 anos, a fazer o que se deve fazer em 10, sem sorte. E se seguir a “exaustiva e transparente informação” disponível, sobre os reprodutores, índices de fiabilidade….. etc., em conjunto com os “exigentes” protocolos sanitários, escolherá seguramente um garanhão com sémen “animoso”, excelente transmissor de doenças degenerativas! Prestando assim à raça, o contributo que oficialmente se espera!

Um criador não tem obrigação de ter o golpe de vista de um profissional, para isso nos outros países existem associações de cada raça, que fazem regularmente a formação de criadores, e disponibilizam informação, clara, transparente, e esmiuçada, sobre os reprodutores, aconselhando até os casamentos.

 Em Portugal insiste-se em manter e aumentar, com medidas aparentemente evolutivas, o meio século que nos separa das raças rentáveis. 

Um total amadorismo comanda uma actividade, que há muito deveria ser uma indústria de grande rentabilidade. Somos os donos de uma raça de cavalos extraordinária, era tempo de a tratar com o respeito e técnica devida.

 

RCA – Acha que o salto em liberdade apenas revela a apetência saltadora, ou utilizada com critério pode revelar características de grande interesse para a criação?

 FCA – A pergunta já foi em parte anteriormente respondida, mas o salto em liberdade, que uso desde 1974 (comecei com toda a peara do Novilheiro), tem-me dado valiosas informações e ajudado a tomar as decisões mais radicais.

 O salto é mais um movimento do cavalo, tão útil e natural como o deitar ou levantar, fundamental a um herbívoro, já que se não for capaz de saltar agilmente, é o primeiro a ser comido.

 É portanto um revelador de capacidades atléticas, e de uma serie de qualidades como: inteligência, equilíbrio, finura, coordenação, superação, coragem, reflexos….

Os cavalos débeis revelam-se mais excitados, os poderosos enfrentam o esforço com mais tranquilidade, consegue-se ver quem é mais elástico que forte, e vice-versa. Os equilibrados mantêm o galope, os desequilibrados estão sempre em aceleração e cumprem mal as distâncias… o esquema que uso pode ser visto em www.nawpn.org/keuring/.

O movimento é avaliado em 9 parâmetros: direcção da batida, velocidade da batida, técnica dos anteriores, técnica dos posteriores, técnica do dorso, força para voar, profundidade, elasticidade, cuidado e atitude, que se podem resumir em: reflexos, técnica e força para voar.

A raça tem geralmente boa técnica de diante, e a atitude é muito boa. Também de modo geral a técnica de posteriores, dorso e capacidade de voar são más, e quando são boas, correspondem a cavalos futuramente mais poderosos. Recomendo sinceramente que se pratique, e através da revisão dos vídeos, se eduque o olhar.

Para mais, as competições de salto em liberdade vão fazer parte da animação das feiras, cada criador pode aparecer com o seu talentoso saltador.

One thought on “

  1. Jaime Malta Vacas

    Parabéns por mais esta iniciativa destinada, penso eu, a pensar no Puro-Sangue Lusitano. Acerca do entrevistador e do entrevistado não preciso alargar-me em comentários. São bem conhecidos no meio, e o seu contributo inquestionável. Pela minha parte, obrigado pela força que continuam a fazer em prol da evolução do lusitano.
    Independentemente de concordar ou não com tudo o que aqui ficou escrito, da forma de colocar algumas questões, bem como da, quanto a mim, duvidosa concretização de algumas das propostas que, em teoria, há muito vemos defendidas pelo entrevistado, na minha opinião, o que nos interessa é abordar temas cruciais para o lusitano e confrontar pontos de vista entre os que nela estão directa e activamente interessados.
    A oportunidade e o contexto da entrevista focam-se fundamentalmente no entorno do I Forum Internacional do Lusitano da Dressage, ocorrido há dias, onde vários assuntos importantes foram debatidos com pouquíssima participação dos criadores nacionais. Destes, cerca de metade faziam parte da Direcção da APSL e, genericamente, defenderam que a raça está bem, tem regulamentação adequada e, dentro da sua variabilidade, tem potencial para o surgimento de cavalos bons para qualquer disciplina. Os restantes, quase em uníssono com os criadores e técnicos estrangeiros presentes, opinaram que a raça tem hoje alguns bons produtos, poucos criadores a trabalhar bem, mas que à maioria da produção nacional falta orientação, formação e informação que lhe permita produzir com viabilidade para um mercado cada vez mais exigente. O efectivo base tem algumas boas características mas há muito a fazer para nos impormos no mercado.
    Nesse fórum, entre diversas comunicações, algumas de enorme qualidade, foram lembrados números relativos a stud-books geridos por associações de criadores de raças europeias em que, por exemplo, foi informado que na Associação de Hannover estão, neste momento, aprovados em utilização, 487 garanhões para uma população de quase 20.000 éguas. Entre nós, o R.N.E e a APSL, que gere o L.G., não sabem quantos são, não têm maneira de saber, mas, julga-se, pelos garanhões aprovados, que estaremos prestes a chegar à paridade (um garanhão por égua). A inseminação artificial está generalizada na maioria dos países enquanto que, em Portugal, não há elementos mas, sabe-se, tem utilização residual. Enfim… somos diferentes. Infelizmente para pior.
    Foi ainda repetida por mais que um dos ilustres palestrantes, uma frase bem no contexto desta entrevista e com a qual não posso concordar mais: “Um cavalo de dressage não é um cavalo de Grande Prémio”. A dressage tem níveis desde o Preliminar ao Grande Prémio e para cavaleiros desde os iniciados aos veteranos. Na verdade, muito poucos cavalos de dressage chegam ao nível de Grande Prémio.
    Na minha perspectiva, ninguém cria cavalos para Grande Prémio. Abstraindo as obras do acaso com probabilidade mínima, quem cria bem, com boas bases para dressage, utilizando reprodutores de topo, com provas dadas, inclusive em Grande Prémio, cria normalmente cavalos bons para dressage e, esporadicamente, algum dos seus produtos chegará ao nível dos seus progenitores. Esta é a constatação da realidade e pode entender-se facilmente mesmo a nível científico. Esta verdade repete-se, obviamente, em todas as raças e para todas as disciplinas.
    Transpondo esta tese para o Lusitano e, no contexto da entrevista, concordando em absoluto com o Francisco Cancela quando afirma que o objectivo da criação só pode ser um, o máximo possível, e tendo em mente que o que hoje entendemos como um cavalo de dressage é aquele que nos pode dar melhoria de andamentos, força física e dimensão, não tenho a menor dúvida que é por aqui que temos que evoluir o Lusitano, com vista à conquista do mercado onde, sem alternativa, temos que colocar os nossos produtos.
    Na minha opinião, de imediato para aqueles que ainda não estão a produzir com esta orientação, há que destinar uma pequena parte do efectivo nacional para a “linha do modelo” e continuar com os concursos da “arreata”, preservando o tipo lindo do nosso lusitano antigo, mas destinar a maioria das criações à “linha do desporto”, melhorando os pontos fracos, cruzando bom com melhor, seleccionando, seleccionando, seleccionando, com base na funcionalidade e na saúde. Se, dentro de alguns anos, tivermos dado o salto na qualidade média, poderemos então, e com facilidade, voltar ao tipo, mantendo a qualidade. Teremos então a paga do nosso trabalho e, com uma actividade economicamente viável, orgulharmo-nos ainda mais do nosso lusitano.
    Nessa altura deixaremos de falar em equitações tradicionais e em dressage, da forma como hoje fazemos. Se tivermos cavalos bons, bem montados, com escalas de treino adequadas, só nos resta experimentar qual a disciplina em que o gosto do cavaleiro e a potencialidade do cavalo se adequam. Penso que só quem não quer ver é que não nota a diferença de qualidade dos cavalos de toureio de há cinquenta anos para cá. Os actuais são melhores e mais toureiros, apenas por serem mais fortes, com melhores andamentos e mais bem montados, o que os torna mais confiantes e concomitantemente com melhor desempenho. Quanto melhor forem os lusitanos, menos cavalos cruzados e de outras raças serão utilizados pelos toureiros.
    Mesmo trabalhando bem, todos sabemos que a produção não é matemática. Daí, em cada disciplina haverá sempre níveis diferentes e os exemplares melhores e mais bem utilizados, progredirão, normalmente, mais que os menos dotados ou pior aproveitados. É assim em todo o mundo animal.
    Esta orientação deveria ser aceite, promovida, e apoiada pelas organizações da produção e do fomento público. Infelizmente não é o que se passa entre nós. Vemos estas entidades a fazer tudo ao contrário do que se passa no mundo. A FAR gasta o dinheiro que não tem em projectos megalómanos que não funcionam, não utiliza capazmente um depósito de garanhões que supostamente seria destinado ao fomento e melhoria do efectivo nacional. Não dá formação aos criadores. O Registo Nacional de Equinos não tem uma base de dados nem origina estatística indispensável à produção. A APSL aprova para o Livro de Adultos uma massa de machos que qualifica de garanhões, com a grande vantagem de facturar com essas concentrações uma “nota preta” e a grande desvantagem de dar orientação distorcida ao mercado ao qualificar, com pontuações oficiais, animais de qualidade não correspondente às notas que lhe são atribuídas, além de permitir que entrem na reprodução animais de qualidade mais que duvidosa. Promove anualmente uma feira de vaidades onde se evidenciam e enaltecem as qualidades demonstráveis dessa forma, de centenas de animais mostrados à arreata e em dois andamentos. Promovem ainda, há mais de meia dúzia de anos, um projecto de lusitanos no ensino, onde são consumidos rios de dinheiro sem o menor resultado à vista. Recomendam para garanhão, de diversas disciplinas, animais que apenas conhecem pelos resultados funcionais, sem se preocupar minimamente com elementos de importância fundamental para a reprodução, incluindo taras geneticamente transmissíveis. Orgulhosamente sós, funcionam contra grande parte dos sócios que se propõem trabalhar seriamente e, inclusivamente, contra grande parte das associações de lusitano estrangeiras. Felizmente, como por aí se diz, ainda não produziram regulamentos para que seja proibido trabalhar bem.
    Os portugueses são cada vez maiores, mais fortes e saudáveis, haverá alguma razão para que os nossos cavalos não evoluam nessas mesmas características?
    Já agora, se quiserem ver um lusitano especial procurem no Youtube “Puro Sangue Lusitano “Sol” NOV.09
    Jaime Malta Vacas

    Responder

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s