Reflexão acerca do post anterior – Lidador MV 1,51m – Mestre João Núncio – persistência e trabalho

Caros amigos,
 
Aproveito para convidar os ilustres forenses a debater um entendimento funcional do passado (com profundidade, trabalho, e competência), e o imediatismo superficial dos julgamentos inquisitórios atualmente praticados, em que a fronteira entre o animal excelente e o péssimo, oscila de uma forma imprecisa e ténue, gerando o desentendimento e a confusão entre as gentes do mundo do Lusitano.
 
Hoje em dia, o olhar no imediato, ou um video à distância, determinam a qualidade de animal. Será que também na raça Lusitana estaremos a sofrer os efeitos de uma sociedade cada vez mais superficial e consumista?
 
Lanço uma pergunta: Será que um cavalo como o Lidador (considerado o melhor cavalo do Mestre João Núncio), que tinha 1,51m, hoje em dia considerado um anão, sobreviveria à “exigência” dos “entendidos” dos dias que correm?
 
Cumprimentos,
Rodrigo Coelho de Almeida

2 thoughts on “Reflexão acerca do post anterior – Lidador MV 1,51m – Mestre João Núncio – persistência e trabalho

  1. Francisco Granate Fernandes

    Eu entendo pouco disto mas eu não concebo avaliar um cavalo em minha casa sem o ter a trabalhar há pelo menos um ano (mínimo).
    O problema está em que as avaliações são feitas sem vista à função e são feitas a cavalos de idades diferentes e portanto em fases diferentes do trabalho e de desenvolvimento atlético… enfim há tanto para criticar….

    um abraço
    Francisco Granate Fernandes

    Responder
    1. pitamarissa Post author

      Caro Francisco,

      Faz bem em jogar pelo seguro e apenas arriscar uma avaliação passado um ano de trabalho. No entanto, aquilo que eu pretendia que muitos dos proprietários e criadores reflectissem, tem mais haver com os reflexos da persistência e qualidade de trabalho administrado aos nossos cavalos. Se reparar, até o Sr. João Núncio desmoralizou e pretendeu vender o Lidador numa altura de contrariedade e briga constante, mas, a persistência e qualidade técnica do cavaleiro acabaram por vencer, e o cavalo revelou-se brilhante! Seria importante reflectir na quantidade de cavalos que levam rótulos de complicados e por vezes de imontáveis, apenas porque não se dá tempo, sistematização, e qualidade de trabalho a estes animais. Sem estes condimentos, e porque muitas das vezes são os próprios proprietários a pretenderem um trabalho para ontem, é natural que muitos dos cavalos que poderiam ter um futuro digno, acabam por sucumbir ao rótulo de “coirão”. A história é o mais sábio dos ensinamentos, e no passado lembrem-se que os cavalos ditos peninsulares, geralmente nunca eram montados aos três anos mas sim numa idade mais tardia (a raça não era considerada precoce). Será que alguns dos problemas de articulações que a raça padece terá a ver com um início de trabalho demasiado cedo? São todas estas questões que, sem fundamentalismos e de uma forma ordeira e desapaixonada, devem ser equacionadas e discutidas entre todos, a bem do progresso da raça.

      Obrigado pelo comentário e não deixe de continuar a intervir, pois esta é a maneira mais saudável de vivenciar este grande património que constitui a raça Lusitana.

      Os meus cumprimentos,
      Rodrigo Coelho de Almeida

      Responder

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