O Lusitano e o Espanhol

 

 

 

 

 

 

 

 

A ORIGINALIDADE DO LUSITANO E DO ESPANHOL ESTÁ NAS  BELEZAS NÃO CONVENCIONAIS

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                           Por  Sérgio Lima Beck*

 

 

  Em outra ocasião já tive oportunidade de descrever um pouco das virtudes funcionais dos cavalos Lusitano e Espanhol. Desta feita vou me ater mais às suas virtudes morfológicas. Antes, porém, cabe lembrar aos leigos que estas duas raças irmãs tem não só origem comum, mas também morfologias muito próximas e se diferem das demais raças em quase todos os aspectos. Os aparentados Lusitano e Espanhol formam o mais nobre grupamento étnico originário da Península Ibérica.

    Realmente no mundo eqüinos acredito que nenhum cavalo de sela seja tão original quanto o Lusitano e o Espanhol. Todavia, o padrão de beleza mais conhecido no mundo parece ser o do cavalo Árabe. De fato o Árabe é muito bonito e, nesta questão, chega a ser reconhecido internacionalmente como modelo, a tal ponto que a idéia de elegância vigente na maioria das raças atuais acabou, consciente ou inconscientemente, incorporando muitos predicados típicos da hoje cosmopolita raça do deserto. Frente leve, longe do chão, garupa tendendo à horizontalidade, retilinidade no perfil, etc. Com efeito, desde pequenos somos “doutrinados” a enxergar a beleza eqüina sempre sob uma certa ótica arabesca. O lusitano e o Espanhol, entretanto, fogem a essa tendência e encantam, entre outras coisas, exatamente por estamparem uma outra concepção de beleza. Uma concepção autêntica, não bitolada e não massificada. Além de diferente, o mais interessante é que todas as suas peculiaridades têm uma justificativa. É o que tentarei mostrar aqui.

 

CABEÇA

 Começando pela cabeça, podemos encontrar ali uma série de detalhes distintos.

 

Prato de Ganacha, Fauce e Osso Nasal

Enquanto na maioria das raças se busca um prato de ganacha bem curvo, forrado por um destacado e bem desenvolvido músculo Masseter (como é mais evidente no Quarto de Milha) e o restante da mandíbula compondo uma face de comprimento médio a curto, dando assim à cabeça um contorno geral de perfil que se aproxima de uma imagem triangular, no Lusitano e no Espanhol é o contrário. Neles se quer um prato de ganacha pouco curvo, coberto por um Masseter não muito destacado, e o restante da mandíbula compondo uma face de comprimento médio a relativamente longo, dando assim à cabeça um contorno que, visto de perfil, se aproxima de uma imagem retangular.  Essa conformação que, em princípio, poderia caracterizar uma aparência normalmente considerada pouco bonita, na realidade não tem nada de grosseira, pois é enxuta ou seca. Em outras palavras, é descarnada e sem tecido adiposo, quase só pele e osso na cara, revelando assim bem os seus contornos. Caracteriza-se também por uma fauce e osso nasal relativamente estreitos. Desta forma a cabeça, apesar de comprida, se torna leve e, além disso, se harmoniza bem com os peculiares direcionamento e posicionamento de orelhas, tipo de olhos, formato de narinas e forma de focinho do Lusitano e do Espanhol.

 

Orelhas

As orelhas do Lusitano, por exemplo, freqüentemente tem implantação mais baixa e, muitas vezes, não seguem o direcionamento bem paralelo de que falam a maioria dos padrões fenotípicos das outras raças. Em compensação isso deve proporcionar às orelhas destas duas raças um maior raio de captação direta dos sons e, principalmente, melhor proteção contra a entrada de água da chuva. Orelhas bem verticais, sem dúvida, são bonitas mas este é um conceito que a maioria dos padrões seguiram puramente por estética, sem se darem conta de que este direcionamento é mais próprio para regiões desérticas (cavalo Árabe), onde quase nunca chove. Claro que os assim direcionados podem se protegem da chuva direcionando as orelhas no sentido contrário, mas nunca tanto quanto o Lusitano e o Espanhol.

 

Fronte

A fronte, que na maioria das raças é chata, no Espanhol e, principalmente, no Lusitano é levemente abaulada, dando assim continuidade à linha rodada que vem do bordo superior do pescoço.

 

Olhos

O olho em  quase todas as raças se quer proeminente, redondo ou elíptico, com pálpebras finas e quase perpendiculares à linha do perfil da fronte – como aliás também é típico do Árabe. Já no Lusitano e no Espanhol, diferentemente, os olhos se caracterizam por serem mais retrasados, triangulados, não proeminentes, com carnudas pálpebras , sendo que parte da pálpebra superior toma uma inclinação quase paralela à linha da fronte. Esta conformação e posicionamento alusitanada e espanholada dos olhos deixam o globo ocular bem mais protegido contra eventuais traumatismos.  Afinal são raças que foram selecionadas, entre outras coisas, para os entreveros das batalhas de guerra. Ademais, cabe dizer aqui também que olho proeminente e de pálpebras finas tem sua beleza e sua vantagem, mas é mais apropriado para regiões desérticas (novamente o exemplo do Árabe), onde praticamente não existe vegetação arbustiva, o que não é o caso da Península Ibérica. Transferindo esse raciocínio para um extremo como o do bioma arbustivo e espinhoso da Caatinga no Nordeste brasileiro, um olho proeminente de pálpebras finas resulta em cegueira, quase na certa.

Em zootecnia para ser belo tem que ter função. Mas como se vê o conceito de beleza, funcionalmente falando, é algo relativo. Depende para que.

   

Perfil do Chanfro

Prosseguindo, o perfil convexo do chanfro, que na maioria das r aças é desprestigiado, no Lusitano e no Espanhol, embora também exista o reto, é muito valorizado se a convexidade for suave. Pois assim combina melhor com as outras linhas curvas do perfil do corpo todo.

 

 

Focinho

O focinho que, à semelhança do Árabe, na maioria das raças se quer de perfil quadrangular, no Lusitano e no Espanhol se prefere o de perfil arredondado, pelas mesmas razões que já comentei. Curvo com curvo. O lábio superior, diferentemente da normal simetria desejada na maioria das raças, no Lusitano e no Espanhol deve sobressair levemente ao inferior. É o bico de lebre, como dizem os espanhóis. Desta forma possivelmente aumentando a capacidade de apreensão e colheita de forragem e também se distanciando mais da penalizável condição oposta que seria o chamado belfo.

Por sua vez as narinas, que na maioria das raças se quer largas e arredondadas como no Árabe, no Lusitano e no Espanhol ao contrário elas devem ser em forma de castanha, relativamente estreitas, porém compridas. Desta forma, pelo comprimento, também apresentam eficiência para tomada de bastante ar e se harmonizam com o comprimento alongado do chanfro. Ademais a forma acastanhada também combina com as linhas curvas. 

Como se vê as cabeças do Lusitano e do Espanhol são uma beleza singular e inconfundíveis com as demais raças.

 

   

Pescoço

O pescoço na maioria das raças de sela é buscado na forma de pirâmide triangular, leve, com saída alta do tronco. Forma esta mais comumente dita pescoço lançado. Diga-se de passagem, forma objetiva, mas sem graça. No Lusitano e no Espanhol é quase tudo ao contrário. A sua forma lembra mais a figura de um arco, com uma das extremidades grossa e a outra, proporcionalmente, fina. Forte, antes um pouco em demasia do que muito delgado ou franzino. Como animais de Alta Escola por excelência, precisam que seus pescoços tenham um volume bem significativo, para que ao serem recolhidos colaborem no deslocamento do centro de gravidade mais para trás. Concentrando então o equilíbrio mais próximo dos posteriores, que assim poderão mais facilmente sustentar as piruetas a galope, os piaffers, etc. O comprimento deve ser médio. Nem curto porque lhes tiraria a flexibilidade, nem comprido porque sendo pesado sobrecarregaria os anteriores. A saída do tronco é comparativamente baixa, mas compensada por um direcionamento bem para cima, por uma espádua bem inclinada e por uma ligação estreita na cabeça.

 

Alturas de cernelha e de garupa

Na maioria das raças se busca uma equivalência na altura da cernelha e da garupa, seja no mediolínio ou no longilíneo. Diferentemente no Lusitano e no Espanhol a cernelha deve ser levemente mais alta. O garrote, como os portugueses chamam a cernelha, quando levemente mais alto favorece teoricamente os ares elevados e um equilíbrio um pouco mais apoiado nos membros posteriores. 

 

Dorso-lombo

Na questão do dorso-lombo a maioria das raças de sela modernamente se encaminha para um comprimento tendendo para o longo. Essa tendência é porque o dorso-lombo comprido favorece, teoricamente, maiores performances nos saltos, nas corridas de distância relativamente grande e nos alongamentos do trote.

Porém dorso-lombo longo no Lusitano e no Espanhol é atipicidade grande. Como raças  feitas para evoluírem em espaços pequenos nas lutas montadas com espada, nas touradas e na Alta Escola, a agilidade e a facilidade de reunião são as qualidades mais necessárias. E para essas coisas o dorso-lombo longo não contribui em nada. Todavia não se quer um dorso-lombo curto e sim ele mediado, mas acompanhado por um comprimento pequeno da linha que vai do codilho até a virilha. Essa é outra diferença original do Lusitano e do Espanhol.

Quanto ao lombo especificamente, praticamente por uma questão física de eficiência na transmissão de impulsos, praticamente todas as raças o querem reto e horizontal. Já no Espanhol e, principalmente, no Lusitano é diferente. A preocupação com a continuidade de suaves linhas curvas e com a elasticidade da coluna vertebral faz com que se prefira um lombo com uma leve convexidade, sem deixar as extremidades bem unidas ao dorso e à garupa.

 

Relação profundidade torácica e  vazio subesternal

Enquanto a maioria das raças que se espelham no padrão internacional do cavalo de sela, que por sinal é muito voltado para o Hipismo Clássico, tende a ser pernalta, o Lusitano e o Espanhol conseguem se desempenhar bem no Salto e, principalmente, no Dressage, sem serem muito longe do chão. Mas conseguem como? Ora, andamento bom não depende só do comprimento dos membros e sim, principalmente, de boa coordenação motora, de boa cadência nos deslocamentos e de boa impulsão. Isso essas duas raças têm de sobra.  Ademais, não ser longe do chão torna mais fácil o controle do centro de gravidade. Isso ajuda a explicar porque, em geral, o Lusitano e o Espanhol costumam ser mais ágeis que as raças especializadas no Hipismo Clássico.

 

Garupa

Na garupa, cuja tendência da muitas raças é a de se aproximar da pouca inclinação própria do Árabe, no Lusitano e no Espanhol isso não acontece.

Teoricamente favorecendo fortes arrancadas e coerente com as funções principais, a garupa do Lusitano e do Espanhol deve ter uma inclinação que não se aproxime nada da tendência à horizontalidade.

 

Cauda

A cauda que na maioria das raças tem nascimento médio ou alto (em relação à ponta da anca), no Lusitano e no Espanhol nasce baixa e assim se conserva, denotando concentração, mesmo quando o animal se movimenta em andamentos de maior velocidade.

 

Canelas

Diferentemente de quase todas as raças, no Lusitano e no Espanhol não se quer canelas curtas, embora elas não devam ser, evidentemente, maiores que os antebraços e pernas. No padrão do Lusitano o ideal é que elas sejam levemente compridas. Umas das rações para isso é porque se considera que canelas não curtas contribuem para andamentos mais elevados e conseqüentemente mais vistosos, muito ao gosto dos ibéricos.

Já quanto ao perímetro da canela, entretanto, ao contrário e novamente diferindo da maioria das raças, não se deseja grande. Os portugueses dizem que cavalos com muito osso abaixo do joelho e do jarrete tentem a não ser ágeis. Com o perdão da infeliz comparação, no Brasil se dizia que escravo de canela fina valia mais do que o de canela grossa, pois este último tendia a ser mais preguiçoso.

 

Aprumos

Na questão dos aprumos vistos de lado, o Lusitano também se afasta um pouco do academicismo convencional. Muitos criadores, principalmente alguns adeptos do toureio a cavalo, consideram que os desvios chamados acurvilhados, desde que não exagerados, são uma virtude e não um defeito. Explicam que essa condição de membros metidos mais para baixo do tronco favorece as arrancadas e a agilidade, pois assim as “alavancas de locomoção” já se encontram naturalmente mais engajadas.

É verdade que neste particular o Lusitano não está sozinho. De uns tempos para cá os criadores de Quarto de Milha também buscam selecionar essa condição.

 

Crinas

Diferentemente do Árabe e seus derivados, nos quais as crinas são relativamente ralas, no Lusitano e no Espanhol elas são fartas e volumosas. Além de elemento de caracterização são também elemento de valorização. Um Lusitano ou um Espanhol de poucas crinas é um animal atípico. Mais do que isso, as crinas fartas são motivo de orgulho para seus criadores, os quais não as aparam e nem as tosam, pelo menos nos machos adultos. Isso vale tanto para as crinas do pescoço quanto para as crinas da cauda. É bem verdade que nos indivíduos  novos alguns criadores adotam o costume da tosa, mas dizem que é para que depois cresçam mais fortes e abundantes. Em indivíduos jovens ou adultos aparar crinas seria admissível, mas tosar tudo, isto é, rapar tudo, como se vê algumas vezes nas fêmeas é uma descaracterização, uma adulteração e um desrespeito à tradição dessas raças.

Por outro lado, quando fortes, fartas e longas, as crinas se prestam para um verdadeiro e belo artesanato de trançados, que no Lusitano e no Espanhol não tem paralelo no mundo eqüestre. Realmente as crinas e os trançados são um diferencial e um charme muito peculiar dessas duas raças ibéricas.

 

Toalete

Diferentemente da maioria das raças, a toalete tradicional do Lusitano e do Espanhol é: quanto mais natural melhor. Um belo exemplo de respeito ao animal e de culto à autenticidade. Exceção feita aos trançados, os quais, evidentemente, nunca são permanentes. É verdade que criadores relativamente novos ou destacados, por desconhecerem ou desrespeitarem a tradição neste aspecto,  vêm  tosando os  pelos internos dos ouvidos e as vibrissas dos seus animais. Infelizmente um copia do outro, sem saber porquê nem para que. Essa lamentavelmente moda cega se aproxima do que fazem outras raças, não reflete a originalidade do Lusitano e do Espanhol e nem permite que esses pelos de defesa e sensitivos cumpram com suas respectivas funções anatômicas. Mas felizmente isso  não é a regra nem a tradição.

 

 

 Convexilinidade

 Ao corrermos a mão  pelo corpo de um Lusitano ou Espanhol, começando pelo focinho, seguindo pelo chanfro, fronte, bordo superior do pescoço, cernelha, dorso, lombo, garupa, retornando pelo ventre até chegarmos novamente ao focinho, nossa palma da mão deverá estar sempre cheia e manter um permanente contato suave. Este é mais um detalhe singular dessas duas raças ibéricas e diz bem dos seus predomínios de linhas convexas, assim como também das suas graciosas formas arredondadas.

Enquanto a maioria das raças se aproxima da retilinidade, o Lusitano e o Espanhol, decididamente, se aproximam da convexilinidade.

    

Andamentos

Quase todas as raças de sela apresentam andamentos variando de medianamente a pouco alçados (pouco elevados). Os criadores e técnicos dessas outras raças costumam dizer que andamentos alçados implicam em gasto excessivo de energias e isso cansaria logo o animal.

O Lusitano e o Espanhol, entretanto, se distinguem, entre outras coisas, exatamente pelos seus vigorosos, extensos e garbosos andamentos alçados. E nem por isso lhes faltam brio e resistência. Claro que não são os mais resistentes do mundo, mas por outro lado sempre foram os mais aptos para as batalhas de esgrimar a cavalo, para as touradas e para a Alta Escola. Seus andamentos elevados e airosos, acompanhados por um tórax amplo e profundo, configuram a mais bela e vistosa imagem em movimento do mundo eqüino.

 

Falta de precocidade

Uma das virtudes que o Lusitano e o Espanhol nos impõem é saber esperar. Isto porque nessas duas raças, ao contrário do Puro Sangue Inglês, do Crioulo, do Árabe e tantas outras raças, um animal de  3 anos de idade ainda está longe de mostrar o que ele realmente vai ser morfologicamente. Só lá pelos 6 ou 7 anos de idade é que eles atingem todo o seu desenvolvimento. Este diferencial tardio, entretanto, teoricamente favorece uma maior longevidade.

 

Antiguidade

 No Lusitano e no Espanhol antiguidade não é sinônimo de coisa ultrapassada. Muito pelo contrário. Enquanto os criadores da maioria das outras raças estão sempre buscando selecionar um tipo mais moderno nos seus rebanhos, os criadores do tradicional padrão Lusitano e Espanhol os querem sem nenhuma modificação, ou seja, querem apenas manter aquele secular fenótipo que se consagrou como um dos melhores cavalos de sela  mundo. Algumas variações para mais no porte e para menos no alçamento dos andamentos, são admissíveis como linhagens alternativas para o segmento do Hipismo Clássico. Mas o padrão tradicional é o antigo, isto é, o mediano no porte, o elevado nos andamentos e o arredondado nas formas.

O Lusitano e o Espanhol são como uma obra de arte ou como o vinho, quanto mais conservados e mais originais melhor. Precisos e antigos tesouros vivos da civilização ocidental, querer modifica-los seria quase um sacrilégio.

 

 

Conclusão

Possuidores de peculiaridades únicas, os encantos do Lusitano e do Espanhol não têm paralelos. Ante tantas diferenças  com as demais raças, conhecer a fundo esses dois grupamentos étnicos da Ibéria é uma maneira de se enriquecer técnica e culturalmente. É também uma maneira de aprendermos que nada é absoluto. Em outras palavras, tudo é relativo. O belo depende da função, do contexto, da cultura e do ângulo sob o qual se olha. A diversidade de raças, de formas, de funções e de valores é uma das riquezas que o mundo nos oferece. Mas para que possamos aprecia-las devidamente precisamos de uma mente aberta, isto é, não viciada nos castradores preconceitos do etnocentrismo. A originalidade de cada raça é a sua identidade e a identidade do Lusitano e do Espanhol se estampa nas suas belezas não convencionais.

Montaria de rei em dia de glória e obra prima do gênio eqüestre dos ibéricos, os majestosos cavalos Lusitano e Espanhol, sem dúvida, são um exuberante, imponente e magnífico modelo de belezas não convencionais.

 

 * artigo escrito em 1992 e publicado em 1993 na edição 162 da Revista Hippus, Brasil.

 

 

 

 

 

2 thoughts on “O Lusitano e o Espanhol

  1. João de Deus

    Em 1992 realmente ainda era o “espanhol”, porque foi a transição entre o Andaluz e o actual PRE…actual PRE que ainda trás a inserção do pescoço enorme e o consequente garrote recuado do Andaluz…(Cavalo de tiro).
    Ainda não conseguiram um clone do Lusitano mas para lá caminham….o que interessa é não deixar esquecer estas realidades para que um dia não venha um inteligente qualquer dizer que o Lusitano é igual ao PRE quando o contrario é a realidade.

    saudações Marialvas

    Responder

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